Honda Civic Sport (R$ 105.500) e Toyota Corolla GLi (R$ 101.990) mostram que têm vários atrativo" /> Honda Civic Sport (R$ 105.500) e Toyota Corolla GLi (R$ 101.990) mostram que têm vários atrativo" /> Civic e Corolla brigam nas versões mais simples - NX Motors

Civic e Corolla brigam nas versões mais simples

Civic tem posição de dirigir mais agradável


Com console mais elevado e comandos à mão, a posição ao volante é mais agradável no Civic. O Honda dispõe de borboletas no volante para simulação de trocas manuais, além de freio de estacionamento elétrico, itens inexistentes no Corolla.


Outras exclusividades do Civic são o acionamento automático de freios em paradas de semáforo e o ar-condicionado automático. O Corolla tem alavanca convencional, e, na versão de entrada, o climatizador é manual.


O Civic 2020 ganhou sensores de pressão nos pneus, e a versão Sport recebeu acendimento automático de faróis (que o Corolla também tem), além de central multimídia de 7″, compatível com Apple CarPlay e Android Auto. No Corolla, a tela tem 8″, e também dispõe de compatibilidade com celulares Android e iOS. No sedã da Toyota, o equipamento destoa por ocupar muito espaço no painel, especialmente na profundidade. No Civic, o monitor embutido deixou o visual mais harmônico. Na unidade avaliada, porém, a recepção de rádio estava fraca.


Civic e Corolla têm motores 2.0


Os dois são equipados com motor 2.0 flexível e câmbio automático continuamente variável. Nesse ponto, no entanto, o conjunto da Toyota é superior. O novo motor Dynamic Force gera até 177 cv de potência e tem 21,4 mkgf de torque. São números superiores aos do sedã da Honda, que dispõe de até 155 cv e 19,5 mkgf, respectivamente.


A superioridade numérica se confirma na prática. O Corolla tem respostas um pouco mais ágeis, enquanto o Civic apresenta um pequeno atraso nas acelerações. Passada a anemia inicial, ele deslancha.


Como o motor da Toyota trabalha no ciclo Atkinson, teoricamente ele deveria ser bem mais econômico que o do Honda. De acordo com dados do Inmetro, o sedã da Toyota faz média de 8,0 km/l na cidade e 9,7 km/l na estrada, com etanol. O Honda faz respectivamente 7,2 km/h e 8,9 km/l. Na prática, porém, é difícil chegar aos 7,0 km/l na cidade com o Corolla. O Honda cumpre o que promete.


E ambos têm câmbio automático CVT


Além do motor mais potente, o Corolla tem também o melhor câmbio CVT. O sistema, que já era uma referência entre as transmissões do gênero, recebeu uma primeira marcha mecânica. Ela dá mais agilidade nas saídas, sempre o momento crítico em câmbios desse tipo. O modelo, no entanto, não oferece borboletas para trocas manuais no volante, ao contrário do Civic.


Ambos têm rodar muito silencioso, com ligeira vantagem para o Corolla. Nesta nova geração, o modelo da Toyota finalmente adotou suspensão independente na traseira, como o Civic. Nesse ponto, no entanto, a referência de comportamento em curvas ainda permanece com o sedã da Honda. O Civic é mais “na mão”, sob controle, em percursos sinuosos.


O Honda vem de série com rodas de liga leve de 17 polegadas. No Corolla GLi, elas são aro 16″.


A adoção do sistema multilink no Corolla sacrificou a autonomia. E o que uma coisa tem a ver com outra? A razão é que a nova suspensão, mais volumosa, fez com que o tanque de combustível perdesse dez litros (de 60 para 50 l). O Honda tem reservatório de 56 litros.


O espaço interno de ambos é equivalente, e os dois empatam na distância entre eixos (2,7 metros). Quanto ao porta-malas, a vantagem é do Civic. Enquanto o Honda acomoda 525 litros, o sedã da Toyota (que tem traseira mais baixa que a do Civic) abriga 470 litros.


No que diz respeito ao número de air bags, o jogo fica 7 a 6 para o Corolla, que traz uma proteção adicional para os joelhos do motorista.


E o estilo?


Na 12ª geração, o Corolla evoluiu bastante, mas ainda assim o sedã tem aparência sóbria, especialmente de lado e traseira. O Corolla é um sedã clássico, com três volumes bem definidos. O novo modelo se caracteriza pela ampla grade dianteira e pelo friso que se estende de um farol a outro. A frente, aliás, é a parte mais arrojada do carro. Lateral (com coluna traseira bem mais fina) e traseira baixa são mais conservadoras.


Enquanto isso, o Civic de décima geração, embora tenha sido lançado em 2016, continua atual. O modelo tem perfil mais arrojado, graças à linha contínua que começa no teto e vai até o porta-malas. De frente, a versão Sport chama atenção pelo acabamento mais escuro do que nas demais versões. De traseira, as grandes lanternas em forma de bumerangue dominam a cena.


E os fatores “extracarro”, como revisões, garantia e seguro?


Itens como garantia, seguro e preços de revisões, embora sejam “extracarro”, podem ser determinantes na decisão de compra de um automóvel. No caso dessa dupla de sedãs, as três primeiras revisões têm preços bem próximos. Na soma, o Civic leva a melhor por apenas R$ 100.


Quanto ao seguro, há uma inversão. Nas três seguradoras pesquisadas (Porto Seguro, Azul Seguros e Sul América), o Corolla tem preços mais atraentes.


Para finalizar, no que diz respeito à garantia, a vantagem também é claramente do sedã da Toyota, que oferece cinco anos de cobertura, contra três do Civic.


Prós e contras


Honda Civic


Prós: Ergonomia


Posição ao volante é agradável, graças ao console alto, que aproxima os comandos do motorista.


Contras: Câmbio


A transmissão automática CVT retarda um pouco as respostas, e não está no nível da que equipa o rival Corolla.


Toyota Corolla


Prós: Motor-câmbio


O novo 2.0 é potente e trabalha em sintonia com a transmissão CVT, que evoluiu e continua a ser referência.


Contras: Autonomia


No novo Corolla, o tanque passou a ter 50 litros, dez a menos do que antes. E o motor 2.0 não é tão econômico como deveria ser.

  • Fonte: Jornal do Carro /
  • Autor: Redacao /
  • Data: 10 janeiro 2020
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