VEJA AS DIFERENÇAS ENTRE OS CÂMBIOS AUTOMÁTICOS

O conforto de não ter que usar o pé esquerdo enquanto dirige está cada vez mais democrático. Se há alguns anos os câmbios automáticos eram limitados a carros caros e com grandes motores, hoje até os 1.0 de entrada podem ter sistemas que livram você da tarefa de pisar no pedal da embreagem. O mais barato é o Move Up I-Motion, que custa a partir de R$ 42.790, mas que usa uma caixa automatizada.

Há vários tipos de câmbios que dispensam o pedal de embreagem e fazem todo o trabalho para você. A alavanca parecida entre elas esconde modos de atuação completamente diferentes, que têm influência direta no consumo, no desempenho e na manutenção necessária para o seu perfeito funcionamento. Veja quais são.

AUTOMÁTICO

Inventado por dois engenheiros brasileiros na década de 1930 e depois vendido à GM, é um dos mais antigos e comuns. Usa um conjunto de engrenagens sempre conectadas entre si para funcionar. É a posição destas engrenagens que define a marcha. O que conecta o câmbio ao motor não é a embreagem, mas o conversor de torque, com um eixo imerso em óleo para distribuir a força do motor. Tem a vantagem de ser robusto, mas aumenta o consumo em 10% (em média). O Kia Picanto é o automático mais barato vendido no Brasil: R$ 46.900.

CVT

A tradução literal de CVT é transmissão continuamente variável. Em teoria, não tem marchas. Seu conceito foi imaginado por – acredite – Leonardo Da Vinci há mais de 500 anos e consiste em um par de polias interligadas por uma correia metálica. É a posição desta correia nas polias que faz as vezes das marchas que, entretanto, podem ser simuladas pelo gerenciamento eletrônico do câmbio. Tira muito da diversão do carro, mas aproveita bem a força do motor sem prejudicar o consumo. O Honda FIT DX é o modelo com CVT mais barato: R$ 56.600 – o manual custa R$ 5 mil menos.

AUTOMATIZADO

É o mais barato, pois sua base é um câmbio manual. A diferença é que usa atuadores elétricos ou hidráulicos para acionar a embreagem e fazer a troca de marchas – como se fosse um robozinho. O consumo é o mesmo de uma versão manual, mas as mudanças são lentas e acompanhadas de trancos. A embreagem dura menos do que nos câmbios manuais e defeitos nos atuadores saem tão caros quanto um reparo numa caixa automática. Esse sistema é usado por Fiat (Dualogic), VW (I-Motion) e Renault (Easy’R). A GM abandou o Easytronic.

DUPLA EMBREAGEM

Também é automatizado, mas é muito diferente dos com embreagem simples a. Estreou com a Porsche nos anos 1980 e depois se fez na F1. Usa um conjunto de embreagem para as marchas pares e a ré, e outro para as ímpares. Atuadores fazem o resto do trabalho. Ao se passar uma marcha, a outra já está pré-engatada. Assim, as trocas são mais rápidas e sem trancos. Costuma ser o câmbio mais caro – o Ford Fiesta SE com a caixa Power Shift sai por 58.390, R$ 5 mil a mais que o manual. Mas o resultado é um carro ágil, confortável e até 10% mais econômico se comparado com um automático convencional.

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  • Fonte: CAR AND DRIVER /
  • Autor: MARCELO MOURA /
  • Data: 14 setembro 2015
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