Realidade energética

Você já pensou alguma vez em parar no posto e falar: “Por favor, dá 15 minutinhos de carga?”. A verdade, é que a realidade dos modelos elétricos está cada dia mais próxima do nosso dia-a-dia.

Da mesma forma que muita gente foi resistente à injeção eletrônica, tendo que deixar o velho carburador de lado, outros resistentes a sistemas eletrônicos, e até mesmo a estilos mais ousados em design de veículos, é natural que muitos sejam resistentes a ter um carro elétrico na garagem, e pra ser sincero, não é uma preocupação de imediato, ter ou não um carro movido à baterias na garagem de casa, mas quer queira, quer não queira, é bom se acostumar com a ideia.

O desenvolvimento desses carros não pára, e as novidades vem surgindo, os sistemas vem se aperfeiçoando, os fabricantes investindo bilhões e mais bilhões em cima disso, assim como empresas ligadas ao setor de energia. Recentemente, em pesquisa, o brasileiro (em sua maioria) já declarou que não teria problema em ter um carro elétrico em casa, desde que o mesmo tivesse autonomia para rodas bastante e que o custo de aquisição do veículo não fosse maior do que de um modelo convencional, o que mostra que os fabricantes tem duas barreiras a serem vencidas, o que não é fácil, mas também já sabemos que não é impossível.

A preocupação com a autonomia desses veículos já é grande, e influencia tanto nas baterias utilizadas, quanto na forma de carga a ser utilizada, e com o desenvolvimento acelerado da tecnologia, o custo também deverá deixar de ser um vilão dentro de algum tempo, talvez não tão curto, mas provavelmente menos extenso do que se imaginava há anos atrás.

E pra quem acha que está distante de pedir pro frentista colocar uns minutinhos de carga no carro, é bom saber que o primeiro eletroposto de carga rápida foi instalado no Brasil. Localizado em São Paulo, no estacionamento do Instituto de Eletrotécnica e Energia da Universidade de São Paulo, através de parceria firmada entre a universidade e a concessionária de energia EDP, a Efacec e a Fundação Instituto de Administração (FIA), a instalação do aparelho tem a capacidade de recarregar 80% da bateria de um veículo elétrico em 30 minutos.

O sistema tem como objetivo acompanhar os impactos sobre a rede elétrica de São Paulo e ver se ela está preparada para essa tecnologia, uma vez que este carregador tem potência de carga é de 50kW, enquanto os convencionais, carregam com 7kW, o que faz a diferença no tempo de recarga das baterias, o que já começa a ajudar muito no quesito autonomia, que é tão importante.

Então, por mais que ainda não seja hoje o dia de comprar um carro elétrico, prepare-se para acordar amanhã e se adequar a essa nova realidade energética, que vai atrair um por um e mudar tanta coisa no cenário automobilístico ao longo dos próximos anos.

  • Fonte: Notícias Automotivas /
  • Autor: Patrick Fares /
  • Data: 10 outubro 2012
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