Primeiras impressões: Chevrolet Onix LTZ 1.4 e LT 1.0

O G1 experimentou o novo popular da GM por cerca de 240 km, no Rio Grande do Sul, como condutor e passageiro. A primeira parte da viagem foi feita sobre o banco do passageiro da frente e notou-se, imediatamente, a simplicidade dos materiais usados (especialmente o plástico do painel) se contrapondo a uma estrutura que abusa (positivamente) das formas ousadas para elevar o status do modelo. No geral, encontra-se bom acabamento e encaixe das peças, mas não é preciso se esforçar muito para encontras leves rebarbas.

O espaço frontal é bom, mas o mesmo não se pode dizer do traseiro, onde parece ser impossível acomodar um quinto adulto com o mínimo de dignidade. A posição de guiar é boa, mas pede um banco que fique mais rente ao assoalho, enquanto o assento é curto. O bom ajuste de altura do banco e o painel de agradável leitura compensam, em parte, essas falhas.

Dinamicamente, o Onix apresenta bom desempenho, com destaque para o motor 1.0, que surpreendeu pelo fôlego. O bloco 1.4 reponde melhor, e evidentemente, quando comparado aos rivais 1.6 se mostra sensivelmente mais fraco, especialmente na estrada. Ambos fazem parte da nova família SPE/4, evolução em relação aos antigos VHCE e Econo.flex.

O ponto alto é a suspensão, com exemplar acerto. Os ocupantes são poupados das irregularidades do piso, sem que o carro perca em estabilidade.

A conclusão é que, numa renovação de produtos de poucos erros e muitos acertos, a GM colocou o Onix no segundo time.

  • Fonte: Auto Esporte /
  • Autor: G1 São Paulo /
  • Data: 05 novembro 2012
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