NOVO AUDI A4: PRECISÃO CIRÚRGICA

Como boa empresa alemã, a Audi faz as coisas milimetricamente pensadas. A estratégia é dar um passo de cada vez para que tudo beire a perfeição. A mais recente cartada no Brasil havia sido o lançamento do A3 nacional. Missão cumprida, a Audi parte para o segundo desafio: mostrar a nova geração do A4 – um degrau acima do A3. Fez mudanças milimétricas, porém, eficientes. Coisas de alemão. A começar pelas dimensões. O sedã ganha 3 cm no comprimento (4,73 m), 1 cm no entre-eixos (2,82 m) e na largura (1,84 m) e 2 cm na altura (1,43 m).

Talvez você não perceba tais mudanças nas medidas, mas não deixará escapar modificações mais perceptíveis na dianteira em comparação ao A4 anterior. O capô está mais vincado, a grade hexagonal é maior e os LEDs dos faróis contornam a parte superior da peça.

O carro em silêncio te dirá pouca coisa sobre a principal mudança do A4. Por isso, não demore para apertar o botão Start a fim de despertar o novo motor 2.0 turbo de 190 cv, com torque de 32,6 mkgf encontrados já a 1.450 rpm. Ele substitui o 1.8, de 170 cv, e surpreende no consumo. Faz médias de 10,3 km/l na cidade e 16,6 km/l, na estrada. O desempenho também é muito bom: 7,2 s na aceleração de 0 a 100 km/h na nossa pista de testes, um piscar de olhos mais rápido do que o número divulgado pela fabricante (7,3 s).

ECONÔMICO

Segundo a Audi, a eficiência do motor 2.0 TFSI é obtida graças à atuação cirúrgica da injeção direta de gasolina, que só alimenta o motor ao máximo em aceleração plena. Mas como você não faz isso na maior parte do tempo em que dirige, então, o A4 gerencia o consumo com mais economia.

Você perceberá o quanto ele é econômico desfrutando de um conforto total. O cluster é totalmente virtual e parece uma tela de vídeogame. É possível trocar as sete marchas do câmbio S tronic nas borboletas do volante. No console central, à frente do câmbio, há o seletor que comanda as funções da central multimídia. Ela não requer prática tampouco habilidade. Mas vicia. Portanto, tome cuidado para não ficar explorando todos os recursos do brinquedinho e desviar a atenção do trânsito.

MAIS ESPORTIVO

Ao preferir deixar o banco numa posição mais baixa, para reforçar a condução esportiva, você sentirá um pouco mais os baques secos da suspensão dura, bem diferente do A4 anterior, que era mais suave. Tem quem goste. Os passageiros de trás também poderão reclamar não só do pula-pula, mas também do espaço para as pernas, que não é tão vasto assim.

São detalhes que não mancham a reputação do A4, que deverá custar R$ 160 mil. Quando agem de maneira tão cirúrgica, dificilmente os alemães decepcionam.

Galeria de imagens

  • Fonte: CAR AND DRIVER /
  • Autor: REDAÇÃO /
  • Data: 11 abril 2016
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