NOVO AUDI A3 TEM MENOR PESO, MAIOR RIGIDEZ E É MAIS EFICIENTE QUE SEU ANTECESSOR

Só que a tática continuou em expansão, e finalmente chegou também às marcas generalistas. Caso da Audi, com o seu novo A3. Baseado na plataforma modular MQB do Grupo Volkswagen, a terceira geração do hatch médio perdeu quase 100 kg em relação ao antigo. E como precisa carregar menos peso, o novo A3 pode ser menos potente que o antecessor. E, mesmo assim, tem desempenho praticamente idêntico, maior conforto ao rodar e menor consumo de combustível.

A “dieta” do A3 foi diferente daquelas feitas nos Lotus da década de 1950 ou dos superesportivos atuais. Nada de simplicidade extrema dos antigos, ou da moderna, complexa e onerosa fibra de carbono. A nova base em si já alivou bastante peso com materiais mais nobres na construção. Mas é na carroceria que a Audi conseguiu cortar mais “gordura”. Os para-lamas e o capô são de alumínio. Só eles são responsáveis pela diminuição de 9 kg do peso total.O resto é conseguido com chapas de aço mais finas e com resistência maior que a usada na indústria. No final, esta versão de duas portas do A3, chamada de Sport, tem 1.198 kg, 80 kg mais leve que o anterior. Na comparação com os principais rivais, fica óbvia a importância do trabalho. Tanto BMW Série 1 quanto Mercedes Classe A pesam quase 1.400 kg, perto de 200 kg a mais que o A3. A diferença de ter quatro ocupantes ou apenas o motorista.

A nova plataforma MQB demanda também uma arrumação diferente do cofre do motor. Nas versões básicas na Europa, o A3 usa os propulsores EA 211 1.2 TSI e 1.4 TFSI, ambos já bem difundidos no Grupo Volkswagen. Na topo, a Audi criou um motor novo, o 1.8 TFSI. Ele usa injeção direta de combustível, controle variável de válvulas e desenvolve 180 cv e 25,5 kgfm de torque entre 1.250 e 5 mil rpm. Ou seja, é 20 cv e 3 kgfm mais fraco que o 2.0 TFSI que estava no A3 Sport anterior.

A transmissão é a mesma, automatizada de dupla embreagem S-Tronic com sete velocidades. Mas como o peso total diminuiu, a relação peso/potência dos dois é virtualmente idêntica: 6,7 kg/cv. Em números mais “palpáveis”, a aceleração de zero a 100 km/h é 0,2 segundos mais lenta – agora é de 7,2 s – e a velocidade máxima é 6 km/h mais baixa – 232 km/h. Nada que mude expressivamente as respostas do carro.

  • Fonte: NOTICIAS AUTOMOTIVAS /
  • Autor: EBER /
  • Data: 05 julho 2013
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