MERCEDES-BENZ E 250 AVANTGARDE

Por dentro, mudou pouco. A fábrica alterou as saídas de ar e o painel de instrumentos de cinco visores planos ficou com três projetados em direção ao motorista. De resto, o Classe E é o mesmo bom sedã batizado com a única vogal que aparece (quatro vezes) no nome da marca, com acabamento de luxo, espaço interno amplo, desempenho superior e suavidade ao rodar.

A nova linha terá três sedãs E 250, E 350 e E 63 AMG, o cupê E 250 e o cabrio E 350. O sedãs E 250 e E 350 foram os primeiros a chegar. Os demais desembarcam no final deste mês.

No E 250 mostrado aqui, o motor 2.0 de quatro cilindros incorpora o pacote Blue Direct, que inclui injeção direta (com novos bicos mais rápidos e com spray dirigido), comandos de válvulas variáveis na admissão e no escape e turbocompressor. Ele rende 211 cv de potência e 35,7 mkgf de torque (o mesmo volume do antigo motor 3.5 V6 que equipava o Classe E em 2010. E com a vantagem de atingi-lo em um regime ainda mais baixo: 1 200 rpm, contra 2 400 rpm).

O resultado dessa evolução nós sentimos na pista, onde o sedã apresentou desempenho de aspirante a esportivo (com acelerações de 0 a 100 km/h em 8 segundos) e consumo de sedã médio, com as marcas de 9 km/l na cidade e 14,5 km/l na estrada. A transmissão é a conhecida 7G-Tronic, automática de sete marchas, mas também recebeu melhorias como a redução de peso no conversor de torque, para diminuir o esforço de trabalho. A direção, que era hidráulica, agora é elétrica, com variação da assistência e da relação. E a suspensão ganhou amortecedores que variam o amortecimento de acordo com a solicitação - por meio de válvulas que controlam a passagem do óleo no interior dos amortecedores, um sistema hidráulico que nada tem a ver com o sofisticado Magic Body Control, que ajusta o funcionamento da suspensão pneumática do novo Classe S.

Em relação aos equipamentos de segurança, as versões comercializadas no Brasil não dispõem de câmeras que monitoram as vias e orientam sistemas como o piloto automático adaptativo e o freio autônomo, como ocorre no Classe E da Europa. Mas também houve avanço nesse sentido. Além da sopa de letrinhas já devidamente incorporada ao cardápio (ABS, BAS e ESP), o nosso Classe E conta com controle de tração nas rodas (ETS), assistente de partida (HSA) e freios com as funções Hold (segura o carro parado no trânsito, mesmo com o câmbio em Drive), Brake Drying (mantém os discos secos, nos dias de chuva) e Priming (monitora a velocidade com que o motorista libera o pé do acelerador e se prepara para acionar o freio, prevendo que haverá uma frenagem de emergência). O sistema de controle de fadiga, Attention Assist, agora tem dois níveis de vigilância, normal e sensível (menos tolerante), que podem ser selecionados pelo motorista. E o assistente de manobras Active Parking Assist realiza não só balizas, mas também estacionamento a 90 graus. Os faróis full-led são ativos (mudam a direção e a orientação do facho para evitar ofuscamento nos outros motoristas).

Felizmente, as mudanças não ficaram só nas aparências.

  • Fonte: REVISTA QUATRO RODAS /
  • Autor: PAULO CAMPO GRANDE /
  • Data: 16 setembro 2013
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