FORD FUSION HYBRID

É possível acompanhar as escolhas da central, bem como observar o consumo dos motores e dos sistemas do carro (como o ar-condicionado), por meio de dois displays no quadro de instrumentos e também pela tela de 8 polegadas, no alto do console. Um aplicativo batizado de Ecoguide ajuda o motorista a dirigir de modo sustentável, exibindo um gráfico de folhas que vão crescendo ou caindo, dependendo da forma de condução. Quando você se dá conta, já está pisando bem de leve no pedal.

No dia a dia, este Fusion se comporta como seus pares: é um sedã confortável, que roda com suavidade, mas demonstra muita previsibilidade nas reações. A suspensão absorve bem as irregularidades do piso, mas não abre mão de segurar o carro nas curvas, frenagens e arrancadas. Não poderia ser diferente. O híbrido tem os mesmos sistemas de suspensão e de direção (elétrica) dos irmãos, com as devidas adaptações ao peso da versão. Seu câmbio e-CVT é automático continuamente variável, ou seja, não há trocas de marchas com relações fixas. Mas, como também não há efeito freio-motor na descida (situação em que o motor a gasolina normalmente descansa), existe um botão na alavanca de câmbio para limitar a velocidade em declives. O sistema de freios (regenerativo) tem bomba de vácuo elétrica, o que modifica um pouco a sensação de peso do pedal, para deixá-lo mais pesado, mais próximo de um freio hidráulico. Mas sem comprometer a eficiência do conjunto.

Em relação ao conteúdo, acabamento e equipamentos, o Hybrid se equipara ao 2.0 Turbo no padrão topo de linha Titanium. Ele conta com piloto automático adaptativo, monitoramento de pontos cegos, sistema de permanência em faixa de rolagem, câmera de ré, assistente ativo de estacionamento e central multimídia Sync, entre outros itens.

Para ajudar o motorista a alcançar o melhor rendimento, o Fusion Hybrid oferece ainda outro recurso, além do motor elétrico. Por meio do sistema de GPS, o sedã pode memorizar os roteiros mais frequentes feitos pelo motorista e aprender como se comportar quando está neles. Reconhecendo os locais por onde o veículo passa, a central da transmissão pode decidir antecipadamente o que fazer. Por exemplo, se é o caso de acionar o motor a gasolina ou se o elétrico dá conta do recado sozinho.

Em comparação à geração anterior, além das mudanças já conhecidas nas outras versões, a maior novidade do Hybrid está na bateria de íons de lítio, que substitui a de níquel-metal. Ela pesa apenas 42 kg (é 23 kg mais leve). O preço também passou a pesar menos. O Fusion Hybrid custava 133 900 reais e agora sai por 124 990 reais. Uma das razões é que o anterior tinha motor 2.5, que recolhia mais IPI que o atual 2.0. A segunda razão (não declarada) é que antes o Fusion estava sozinho no mercado e agora tem um rival de renome, o hatch Toyota Prius.

O Fusion continua bom no trato com as pessoas. O espaço traseiro é ótimo, graças ao entre-eixos de 2,85 metros. O fato negativo é que a bateria roubou praticamente um quarto da capacidade de carga. O volume caiu de 514 para 392 litros. Além disso, o estepe foi substituído por um kit de reparo instantâneo e compressor de ar, para emergências. O tanque de combustível também diminuiu, de 62 litros no 2.5 flex para 53 no Hybrid. Mas tanque grande é algo de que este sedã não precisa. Pode apostar.

  • Fonte: REVISTA QUATRO RODAS /
  • Autor: HAIRTON PONCIANO VOZ /
  • Data: 16 outubro 2013
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