Escudo invisível

Escolhemos uma dessas películas para fazer um teste contra riscos. A marca selecionada foi a Oracal, uma das mais vendidas (e baratas) do mercado. Para o teste, levamos um automóvel prata a uma oficina da rede Preto Fosco, em São Paulo, que é revendedora do produto. Contamos ainda com a ajuda do especialista João Contreras, gerente da oficina de funilaria e pintura Contrecar, na ativa há mais de 20 anos.

Primeiro foi realizada a instalação da película (que quando bem feita fica imperceptível) e depois selecionamos quatro objetos: um tira-grampos (desses de escritório), uma chave de fenda, uma tesoura (que simula o efeito de um prego) e uma lixa 40 (das mais abrasivas, que imita as consequências de raspar a lataria em uma parede texturizada).

Aplicando uma força de média intensidade, Contreras fez um risco com cada objeto. Depois retiramos a película e vimos que as avarias feitas com o tira-grampos e a chave de fenda nem sequer atingiram a pintura. No caso da tesoura e da lixa, a pintura ficou riscada, mas de maneira mais leve. "Com um polimento, é possível tirar de 80% a 90% desses riscos", explica Contreras. Na hora do reparo, o custo também cai bastante: de 500 reais (caso tenha de repintar) para entre 200 e 280 reais (troca da película da parte atingida).

O custo para proteger um carro fica de 1500 a 2 500 reais, dependendo do tamanho do veículo e da complexidade da aplicação. Há outros similares no mercado, que oferecem proteção 30% a 40% maior, segundo os especialistas, mas que custam entre três e quatro vezes mais que o da Oracal.

  • Fonte: Revista Quatro Rodas /
  • Autor: Luís Perez /
  • Data: 07 janeiro 2013
COMPARTILHE
NAS REDES SOCIAIS

MAIS NOTÍCIAS