EcoSport Titanium reforça com tecnologia a posição da Ford no segmento criado por ela no Brasil

Sob o capô está o conhecido Duratec 2.0 16V de 147 cv e 19,7 kgfm de torque a 4.250 rotações, quando abastecido com etanol. O propulsor é o mesmo utilizado pela Ford no Focus e até no antigo EcoSport. Mesmo tendo aparecido no Brasil em 2005, o motor ainda pode ser considerado moderno, com cabeçote em alumínio e comando variável – tanto que equipa até mesmo a nova geração do Focus à venda na Europa e Estados Unidos.

Acoplado a ele, um câmbio manual de cinco marchas. Segundo a marca, o conjunto é capaz de levar o utilitário de zero a 100 km/h em bons 10,5 segundos e à velocidade máxima de 180 km/h limitada eletronicamente. A versão do jipinho com o câmbio automatizado de seis marchas e dupla embreagem Powershift chega em dezembro às concessionárias.

O visual do modelo é um dos pontos altos. A Ford foi além de apenas fazer um Fiesta “musculoso”. As linha seguem o mesmo estilo “Kinetic” do hatch, mas as lanternas traseiras divididas entre carroceria e tampa do porta-malas são exclusivas do SUV, assim como a frente, com faróis menos pontiagudos.O desenho é harmonioso e características marcantes – principalmente para os proprietários do antigo “Eco” – como a tampa do porta-malas com abertura lateral com o estepe pendurado, foram mantidas. As dimensões também quase não mudaram em relação à geração antiga, com 4,23 m de comprimento, 1,76 m de largura, 1,67 m de altura e 2,52 m de distância entre-eixos. Ele é 3 cm mais largo, 4 cm mais alto e tem 3 cm a mais entre os eixos que o primeiro EcoSport.

Por dentro, o painel é quase idêntico ao do New Fiesta. Está lá badalado sistema Sync da Ford, com comandos de voz para o som – também operado por botões no volante – e o mesmo arranjo visual. No alto do painel, uma pequena tela exibe informações do próprio Sync e do computador de bordo.

A lista de equipamentos de série é palpável, com ar-condicionado automático, airbags frontais, controle de estabilidade e tração, “hill holder” – que segura o carro por alguns segundos e ajuda o arranque em subidas –, keyless – que dispensa o uso da chave para abrir, trancar ou ligar o motor – e ainda sensores de estacionamento, crepuscular e de chuva. Entre os opcionais, apenas bancos em couro e airbags laterais e de cortina.O problema é que todo esse “recheio” tem consequências no preço final. Um EcoSport Titanium 2.0 não sai por menos de R$ 66.490. É cerca de R$ 5 mil a mais que um Renault Duster Dynamique Tech Road 2.0 equipado à altura – que custa R$ 61.040.

A diferença, no entanto, paga itens que o SUV paranaense não oferece no Brasil, como controles eletrônicos de estabilidade e tração. Equipado como a unidade testada, o EcoSport Titanium 2.0 pula para salgados R$ 71.275. Pode não ser o EcoSport que mais vende, mas é o que mais junta gente em volta nas concessionárias.

  • Fonte: Notícias Automotivas /
  • Autor: Notícias Automotivas /
  • Data: 23 novembro 2012
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