BRASIL PERTO DE TER LEI QUE TORNA CONTROLE DE ESTABILIDADE OBRIGATÓRIO

A 2ª Conferência Global de Alto Nível sobre Segurança no Trânsito, realizada semana passada em Brasília, foi meritória por reunir experiências nesse tema tão complicado ao redor do mundo. Serviu também para sinalizar que, aos poucos, o Brasil demonstra esforço para se enquadrar de vez nos padrões mais rígidos de segurança adotados em outros países.

No encontro o governo brasileiro anunciou, finalmente, sua adesão "em pouco tempo" ao protocolo WP.29 (Fórum Mundial para a Harmonização dos Regulamentos Veiculares), da ONU. Desde 1952 há tentativas, com maior ou menor sucesso, de coordenar os esforços de vários países em melhorar segurança veicular, emissões, eficiência energética e até dispositivos antifurto. O desastrado projeto de rastreadores no Brasil teria sido evitado sob o WP.29, fora outros desmandos.

No entanto, a obrigatoriedade do sistema eletrônico de estabilidade (ESC, sigla em inglês) ainda está em "fase final de discussão", segundo o Ministério das Cidades. Previsão de anúncio para todos os automóveis é o final deste ano, com prazo até 2020. Perdeu-se, assim, a oportunidade de algum protagonismo do Brasil na conferência, pois dificilmente cumprirá a meta de redução pela metade do número de mortes, depois de o País ter aderido à "Década de Ação pela Segurança no Trânsito 2011-2020", outra campanha da ONU.

O ministério também acenou que iniciará, "em breve", estudos para implantar algum sistema de frenagem autônoma.

Já a organização Global NCAP lançou a iniciativa de âmbito mundial "Stop the crash" (em tradução livre, "Basta de acidentes"). Além do ESC e do ABS para motos, preconiza três níveis de frenagem emergencial a fim de evitar colisões em cidade e estrada, além de atropelamento em baixa velocidade (o mais comum). Cada acionamento automático de freio tem custo diferente, mas o conjunto deles ficaria mais barato de implantar, se houvesse adoção simultânea em muitos países. Também sugeriu sistema de monitoração da pressão de pneus, defendido por essa coluna por sua atraente relação custo-benefício.

  • Fonte: UOL CARROS /
  • Autor: REDA /
  • Data: 25 novembro 2015
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