AUDI A3 SEDAN

As malas são bem-tratadas e dispõem de compartimento revestido. A tampa usa braços de sustentação, do tipo arco. É um mecanismo convencional, mas ao menos não há risco de contato com a carga, já que eles ficam embutidos nas laterais.

Passa longe do A3 Sedan qualquer analogia com carro de tiozão, uma pecha que costuma acompanhar os três-volumes. A traseira curta termina com um discreto aerofólio estampado na própria tampa. O porta-malas fala o mesmo idioma do restante da carroceria e a conversa é cordial, mostrando que não houve improviso no design.As lanternas horizontais (de leds) transmitem arrojo. A lateral é formada por vincos e curvas, que também passam ideia de modernidade.

E como anda o futuro Audi nacional? Muito bem. Equipado com motor de 180 cv e câmbio S-Tronic, de dupla embreagem e sete marchas, cravou 0 a 100 km/h em 8 segundos. Com o pé embaixo, o sistema troca marchas com o ponteiro do conta-giros já dentro da faixa vermelha (acima de 6 000 rpm), e acompanhado de um ronquinho bravo, de motor saudável. As trocas são bem rápidas.

O torque de 25,5 mkgf está disponível entre 1 250 e 5 000 rpm. Isso significa que, pouco acima da marcha lenta, já está com força plena. A partir de 5100 rpm e até o limite de giro (6200 rpm), é a vez de a potência máxima se manifestar. A Audi diz que o sedã chega a 235 km/h. E até nisso o formato de sedã ajuda, porque o terceiro volume colabora para melhorar a aerodinâmica (Cx 0,29).

Nesta primeira fase, o A3 Sedan virá apenas com motor 1.8 e câmbio S-Tronic. Uma das peculiaridades dessa motorização é a alimentação tanto por injeção direta como indireta. São oito bicos injetores, sendo quatro na câmara de combustão (sistema direto) e quatro no coletor (indireto). Em cargas parciais (médias rotações com velocidade de cruzeiro, por exemplo), o motor funciona com a injeção indireta. Segundo a Audi, nesse caso a emissão é até menor do que na injeção direta. Também com o mesmo objetivo, o carro vem de série com start-stop, que desliga o motor em paradas. O resultado disso é uma tocada bem esportiva, mas com economia. Obtivemos média de 10,5 km/l de gasolina na cidade e 13,9 km/l na estrada.

Por dentro, chama atenção o bom acabamento, que está só um pouquinho abaixo do de BMW e Mercedes. O painel tem desenho simples e linhas suaves. O destaque são as saídas de ar que lembram turbinas de avião.Ao alcance dos dedos está o controle Audi Drive Select, que permite ajustar o temperamento do carro a uma condução voltada para o conforto, economia ou esportiva.

Em termos de equipamentos, praticamente tudo é de série, incluindo bancos de couro sintético com ajustes elétricos no do motorista, tela retrátil no painel, ar-condicionado digital, teto solar, xenônio e airbags frontais, laterais e de joelhos. Como opcionais, estão somente GPS (com imagens do Google Earth e Street View, além de exibição 3D) e pintura metálica.

Então, temos um carro belo, rápido, bem-equipado, confortável e bom de dirigir. Não há falhas? Sim, pelo menos uma. Apesar de ter o mesmo entre-eixos do Sportback (2,64 metros), o espaço atrás pode ser um problema para quem tem mais de 1,75 metro. Além disso, o túnel central é alto e atrapalha o quinto ocupante. Também falta câmera de ré e sensores de estacionamento. Afora isso, o sedã de 4,46 metros de comprimento tende a agradar, até no preço, pois esses 116 400 reais não estão muito além do que se cobra na Europa. Lá, o 1.8 começa em 29 600 euros, cerca de 95 000 reais. A Audi não fala sobre a chegada do motor 1.4, mas deve vir no decorrer de 2014. O esportivo S3 deverá estrear antes, em março, com motor 2.0 de 300 cv, por 200 000 reais.

  • Fonte: REVISTA QUATRO RODAS /
  • Autor: HAIRTON PONCIANO VOZ /
  • Data: 30 janeiro 2014
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